quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Até sempre...

Venho deixar aqui o testemunho de que a Predator continua bem e a acumular quilómetros sem problemas.
Há muito tempo que não escrevo por cá, devo pedir desculpa aos seguidores por isso, mas o tempo não é muito e decidi ir actualizando um diário de bordo que tenho num Forum.
Se se justificar voltarei a escrever aqui. Por agora se quiserem seguir a Predator podem visitar o link abaixo.

Obrigado pelo vosso interesse,

Até sempre!

http://novaenergia.net/forum/viewtopic.php?f=62&t=14250

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um banho merecido e um pouco de tunning.

As mini férias da Páscoa deram-me tempo para finalmente lavar a mota. Já precisava há muito tempo de uma boa limpeza, com as chuvadas constantes dos últimos dias e as nuvens de mosquitos que tinha atravessado quando esteve o tempo quente, estava com um aspecto horrível!

Vi uma promoção num folheto do Roady, do grupo Mosqueteiros, e decidi experimentar, um produto de lavagem sem água. Estava um pouco céptico no inicio, depois de ver o video que aqui apresento, decidi experimentar.

O produto funciona muito bem, embora não remova bem os restos do mosquitos, mas se a mota não estiver muito suja é perfeito, e deixa mesmo um brilho fantástico! Aconselho a experimentarem.




Depois da lavagem, a Predator teve direito a um mimo. :D

Quem comprou Predator, logo nos primeiros tempos de comercialização, sabe que elas vinham com uns logotipos em metal, cortados a laser, que embora bonitos, tinham a mania de se prender a tudo e era uma chatice para lavar a mota. Quando fui a Mangualde, a minha mulher, fez o favor de me entortar um que se prendeu nas calças. Como estava feio, decidi retirar os dois, há muito tempo que andava sem qualquer identificação do modelo da mota. Já tinha pensado comprar umas letras cromadas nos chineses, para repor o nome da mota nas laterais.


Há pouco tempo descobri um site no ebay que faz autocolantes personalizados, e decidi experimentar. O resultado está à vista. Eu gosto do efeito, embora não se veja bem nas fotos, as letras são cromadas. A próxima fase será trocar as palavras eléctrica, por outras de melhor qualidade, já que as que tenho agora, têm muitas pontas a levantar.

Aqui fica o link da loja: http://stores.ebay.co.uk/The-Sticker-and-Sign-Shop?_trksid=p4340.l2563




sábado, 2 de abril de 2011

Balanço aos 10.000 kms.


A mota está a fazer 9 meses e já conta com 10000 kms, neste momento já tem mais de 10400. Quando a comprei, a principal razão foi porque ia fazer muitos kms diariamente, e tinha muitas despesas com combustíveis. Está a provar ter sido uma escolha acertada, embora continue a gastar dinheiro em electricidade e com o crédito que fiz para a comprar, compensa bastante. Aliás se comprarem um veículo eléctrico por razões de economia, se não fizerem muitos kms diariamente, o investimento inicial é muito alto e demorará bastante tempo até estar amortizado.
Fazendo contas por alto, sem muita precisão, porque nunca liguei muito aos consumos que faço, em média gasto 7 kWh por cada 100 kms. É um consumo um pouco alto, mas deve-se ao facto de eu circular sempre bastante depressa. Multiplicando pelos 10000 kms já percorridos, temos 700 kWh gastos. O kWh custa à volta de 0.16 € no tarifário normal da EDP, tendo em conta que carrego metade do tempo no emprego, vou multiplicar por 350 kWh, o que dá 56 €! 
Sim é verdade, gastei menos de 60 € para fazer 10000 kms! Se contar com o custo de um pneu que tive de substituir por volta do 5300 kms, posso arredondar as contas para 100 €
Se tivesse feito o mesmo usando a Hornet 600, teria gasto 700 litros de gasolina, equivalente a 1000 € de gasolina s/ chumbo 95 no Pingo Doce. Posso também afirmar que deixei de emitir directamente para a atmosfera, cerca de 1.3 Toneladas de CO2.
Se por outro lado usasse a Mitsubishi Strakar que tenho, teria gasto 1000 litros de gasóleo, equivalente a 1320 € ao preço mais barato actual. Sendo um carro muito poluidor, evitei neste caso cerca de 3.3 toneladas de CO2, de saírem pelo escape.
Quer usem o argumento da economia ou da ecologia, as vantagens do eléctrico são óbvias, do que é que estão à espera para mudarem?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Livro para iniciantes de Paulo Noivo


Como já tinha referido, há poucas semanas atrás, visitei a Expomoto da Batalha para assistir a uma palestra sobre veículos eléctricos. Mas não foi só por isso que lá fui, como sou apaixonado por motos, gosto de lá ir todos os anos para ver as novidades.
Aproveitei para espreitar a feira de acessórios pois precisava de substituir o meu velho casaco de Inverno. Tenho comprado muito equipamento na Casa das Peles, e tenho ficado satisfeito com a relação preço qualidade, mas desta vez os modelos da Caparica Peles chamaram-me a atenção. Acabei por comprar um casaco lá por um preço muito bom. Já o testei à chuva e ao frio da noite e fiquei muito satisfeito com ele. Ao efectuar o pagamento informaram-me que teria direito a um livro. Na altura não liguei e meti-o dentro do saco junto com o casaco. Tinha aspecto de catálogo de motos com muitas fotografias a cores impresso em papel brilhante. Só depois em casa é que me dediquei ao folheá-lo com mais atenção, e constatei que afinal é um livro dedicado aos iniciantes das duas rodas. O autor é instrutor de condução e amante de motos, e explica em vários capítulos como se iniciar na condução de motos, com instruções passo a passo de várias manobras de aprendizagem.
Tem muitas fotografias demonstrativas, tudo muito bem explicado. A meu ver é um bom livro para quem se iniciou no mundo das 2 rodas e ainda tem pouca experiência. Já fiz uma pesquisa e descobri que está à venda em algumas livrarias online, não é um livro barato, custando à volta de 26€, mas para quem quer mesmo aprofundar técnicas de condução, ou começou agora a conduzir motos e não tirou carta, é um bom livro.
Aqui fica a minha sugestão para os "motards" recentes, tentem encontrá-lo para o folhear e decidirem pela compra ou não.

Quanto à Predator, já vai nos 8200 kms. Há pouco tempo teve uns episódios estranhos, desligava-se de repente e voltava a ligar sem que eu fizesse nada. Falei com o Humberto da SW e ele atribuiu a causa ao disjuntor ou a um mau contacto qualquer. Cheguei a marcar com ele para que fosse feita uma inspecção mas no dia marcado ele não pôde vir. Até agora não voltou a acontecer e até já me esqueci desse incidente. São coisas da electrónica que às vezes não têm explicação lógica. Se voltar a acontecer, vou ter mesmo de dar mais atenção ao problema.
Na última semana voltei às aulas para o 2º Semestre e a Predator não parou quieta. Entre viagens para o trabalho e para o Politécnico, faço mais de 100 kms diários. claro que tenho de fazer carregamentos pelo meio, mas é sempre a andar bem e a Predator não se queixa. Valeu bem a pena comprar o modelo de 60Ah, senão não andava tão à vontade nem fazia tantos kms sem o medo de ficar apeado.



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Expomoto 2011

Ainda não foi este ano que as motas eléctricas tiveram grande destaque na Expomoto. Há muito que o salão de Lisboa morreu, por a FIL praticar preços absurdos para o nosso pequeno País. Resta a exposição da Batalha para que os fãs das motos possam ver as novidades das marcas. Como todos os anos é uma data que marco na minha agenda, e nos últimos anos não tenho faltado a nenhuma.
Este ano contava em visitar a feira conduzindo a minha mota eléctrica, infelizmente a organização não disponibilizou sequer uma tomada para que pudesse carregar as baterias da mota, o que impossibilitou a minha ida de moto. Contactei a organização atempadamente mas não houve qualquer resposta. A empresa onde comprei a mota estava lá com um stand e também tentou sensibilizar a organização mas de nada serviu. Talvez para 2012, quem sabe? Os pontos de carga do governo estão a crescer pelo País mas ainda ninguém os pode usar porque é preciso um cartão que ainda ninguém sabe quando estará disponível. Assim as viagens de veículo eléctrico ainda estão um pouco limitadas.
A exposição não apresentava grandes novidades, sendo dominado por marcas chinesas a tentar aproveitar a "lei das 125" para vender motas baratas aos novos motociclistas que largam a "lata" em casa, e se rendem a um meio de transporte mais económico e rápido.
Como nenhuma das grandes marcas tem um modelo eléctrico para mostrar, a presença eléctrica limita-se a pequenas empresas que vão importando modelos "made in china", com pouco significado para as vendas do mercado Nacional. Estive durante algum tempo perto do stand da SW Energy, e vi aparecerem alguns curiosos para ver as motos, embora a maior parte das pessoas passe ao lado sem se interessar.
O mesmo aconteceu com a palestra O Veículo Eléctrico: Um Futuro Sustentável , organizada pela SW Energy no primeiro dia da Exposição, e que pouco chamou a atenção dos motociclistas presentes, a sala estava meio vazia e a maior parte da assistência eram pessoas que já possuem motas eléctricas.
Destaco a presença do Prof. Doutor Joaquim Delgado, autor de um dos primeiros projectos de conversão de um automóvel para eléctrico em Portugal, que elucidou os presentes sobre a sustentabilidade do uso de veículos eléctricos a nível mundial.
Deixo aqui uns videos gravados por um colega do Forum Nova Energia, o Seal, a quem agradeço o trabalho na gravação e edição dos vídeos. Vejam com atenção, tem lá grandes verdades.





segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Como mudar um pneu numa eléctrica

Como já aqui tinha falado, quando foi preciso trocar o pneu da minha mota decidi ser eu mesmo a fazê-lo. Por um lado não tenho oficinas especializadas na minha área e por outro, ainda há poucos mecânicos familiarizados com este tipo de motos. O pneu de trás exige cuidado extra porque o motor está no interior da jante e não se pode separar desta. Como não sou nenhum maçarico no mundo das motos e a minha profissão envolve desmanchar muita coisa, achei que devia tentar este desafio.
Devo confessar que fiz umas pesquisas no youtube, para ter umas dicas e antes de tudo tive de construir uma maquineta, que fiz com restos de ferro, para poder trabalhar com a roda levantada do chão. A máquina existe à venda mas como é tão simples, decidi construir uma.

A primeira imagem é da mota antes de começar. Já retirei as peças em plástico que tapam os suportes da roda.




Uma vista do lado contrário onde se pode ver a pinça do travão. A primeira coisa a fazer é soltar a pinça do disco.





Aqui já está a pinça retirada. Basta desapertar os dois parafusos que a seguram e retirá-la do disco.




O próximo paço é desapertar as porcas da roda de ambos os lados e retirá-la. Como o cabo do motor fica agarrado, convém ter todas as ferramentas perto da mota. A folga no cabo não é muita e convém retirar as abraçadeiras plásticas que o prendem para trabalhar mais à vontade.



Aqui já tenho a roda em cima do suporte que construí. A alavanca serve para descolar o pneu da jante. Não se esqueçam de esvaziar o pneu primeiro. Descola-se bem o pneu dos dois lados e pode-se começar a tirá-lo.




Convém lubrificar o pneu com limpa vidros em spray ou água com sabão. Também é bom ter uma forma de proteger a jante para as ferramentas não a riscarem. Usei o bocado de mangueira do ar que cortei ao meio para poder enfiar no rebordo da jante.




A primeira parte do pneu já está. Basta enfiar as alavancas no rebordo do pneu e ir fazendo força para fazer o pneu sair. Convém usar 3 alavancas. Enquanto uma segura o rebordo, mete-se outra mais à frente e vai-se trabalhando em volta da jante.





Já com o pneu retirado. Para retirar o resto do pneu, usem uma alavanca e depois de sair uma parte do rebordo do pneu basta usar as mãos para o fazer sair da jante. É bom lubrificar bem o pneu e a jante para facilitar o processo.


Aqui já tem o pneu novo. verifiquem bem as setas que o pneu tem marcadas com o sentido de rotação do pneu. Convém não se enganarem! Já vi alguns pneus montados ao contrário. Colocar o pneu é um pouco mais fácil. Basta lubrificar bem e encaixar a primeira parte na jante, usando as mãos. Depois de entrar de um lado, usem as alavancas e vão obrigando o resto do pneu a entrar aos poucos.


Agora é só voltar a seguir todos os passos mas ao contrário e montar a roda no sítio. Encham o pneu com compressor até ouvirem um estalo, é sinal que está no sitio. Ajustem a pressão para o recomendado. Cuidado ao montar a roda, o pneu tem de ficar bem alinhado senão vai começar a gastar-se mais de um lado e pode causar vibrações indesejadas ao circular com a mota.


Este é o estado terrível em que estava o pneu velho. O desgaste foi muito irregular e rápido. Estava já a perder ar e não era nada seguro. Mesmo assim para um pneu chinês, durou bastante.



Espero que tenham gostado da minha pequena explicação. Se não se sentirem à vontade com ferramentas não o façam e entreguem a roda a um profissional. Se acham que não é muito difícil, pesquisem no youtube, há vários videos que mostram como o fazer.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal e Bom Ano Novo!

Tenho andado sem tempo para escrever por aqui. O trabalho e os estudos ocupam-me o tempo todo!
A predator continua a portar-se bem e não tem havido muito para relatar. Tenho de arranjar um tempo para colocar aqui, fotos da troca do pneu de trás, que eu mesmo efectuei.
Hoje fui pela primeira vez, desde que conduzo a eléctrica, mandado parar pela Brigada de Trânsito da GNR, numa operação de rotina. Correu tudo bem pois tenho os documentos em ordem, o Guarda esteve a admirar a predator e fez um comentário engraçado.
"-Então, temos aqui um veículo amigo do ambiente? Esta é daquelas chinesas não é?".
Sorri e lá lhe expliquei que eram revistas e montadas cá assegurando a qualidade dos componentes. Três minutos depois estava livre para continuar viajem, e o Guarda de certeza que tinha uma estória para contar aos colegas, sobre a chinesa eléctrica que tinha fiscalizado nesse dia.

A todos os leitores e amigos desejo um Feliz Natal e um óptimo ano de 2011!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Voltei à fumarenta

Esta semana tive de deixar a eléctrica em casa e voltar a pegar na Hornet 600. O pneu traseiro, que é chinês por sinal, está nas lonas e anda a perder pressão. Foi de um momento para o outro, quando reparei nisso já estava completamente gasto de um lado. É estranho que o desgaste seja tão desigual e tenha ocorrido de forma tão rápida. Por segurança decidi não andar mais com ela até trocar o pneu, já encomendei uns Michelin Pilot Sport, que de certeza serão mais seguros e aderentes que os chineses que vêm de origem.
Agora, o mais engraçado nisto, é que depois de 4 meses a conduzir uma scooter, parece que já não sei conduzir a Hornet. O meu cérebro estranha a posição de condução, parece que nunca tinha andado nela antes. É uma sensação muito estranha, acho que vai demorar algum tempo até reprogramar o cérebro outra vez.
Por outro lado dá gozo voltar a sentir o poder de aceleração de uma mota a sério. O meu casaco voltou a ter o cheiro de gasolina queimada que já não tinha há muito e andei a velocidades a que a eléctrica nunca conseguirá chegar. Enfim, é matar saudades do motociclismo à séria. A eléctrica é boa mas não dá as mesmas sensações que a Hornet.
É verdade! Já passei do 5000 kms.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Regresso às aulas.

Esta ultima semana tem sido atarefada e a Predator tem feito mais quilómetros que nunca. O meu filho mais velho entrou para o 3º ano do Ensino Básico e mudou de escola. Para ser mais fácil o transporte coloquei-o numa escola perto do meu emprego. Assim a Predator tem servido de transporte escolar todos os dias. Devo dizer que é um prazer trazê-lo para a escola e ele adora vir na mota, mas também me dá algum receio pela segurança dele, toda a gente sabe que as motas não são o meio de transporte mais seguro, e mesmo com todo o cuidado com que conduzo não posso evitar as asneiras dos outros. Até agora tem corrido tudo bem e ainda não houve sustos. Por causa disso, passei a somar mais 20 quilómetros ao percurso habitual que fazia diariamente. Nada que afecte muito a autonomia da Predator.
Como se não bastasse, também eu regressei à escola e comecei esta semana a frequentar o 1º ano do Curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, da Escola Superior de Técnologia de Tomar. Tudo somado dá 100 quilómetros diários na mota, que já vai a caminho dos 3000. A partir de agora vai ser sempre a somar!
Devo admitir que quando a comprei já tinha em mente esta deslocação diária a Tomar, e foi por isso que me decidi tão depressa em encomendá-la. Até agora zero problemas, vamos ver como se comporta com o tempo frio do Inverno, parece que as baterias são muito friorentas e perdem capacidade a baixas temperaturas. O meu corpo já não estranha, depois de tantos anos a conduzir mota todos os dias, vamos ver como se porta a mota.


Ainda a viagem a Mangualde.

Já não escrevia nada por aqui há algum tempo. A preguiça de escrever tem sido muita, mas também não tenho tido muito para relatar.
A viagem a Mangualde correu muito bem. Embora seja um prazer conduzir uma mota eléctrica, o facto de termos longos períodos de espera para os carr
egamentos, faz com que se demore muito tempo a percorrer poucos quilómetros. Foi um teste à minha resistência e à da mota. Fiquei a perceber muito melhor como conseguir maior autonomia, e que tipo de condução praticar para percorrer a maior distância possível sem recarregar.
Pelo mapa que publiquei dá para ter uma ideia do percurso que fiz. A primeira etapa foi chegar a Pombal, sempre em Estrada Nacional, para me juntar à equipa da SW Energy e poder carregar na oficina da empresa. Felizmente pude usar o
carregador deles para recarregar as baterias, senão teria demorado muito mais tempo nas recargas. Mesmo assim tive de esperar à volta de 5 horas para completar a carga.


De Pombal, seguimos para Forum Coimbra, onde existe um ponto de carga oficial da EDP, com utilização gratuita e lugares reservados. Está bem conseguido, instalado mesmo em frente à entrada principal. Pena não ter cobertura para a chuva, pois na viagem de regresso a casa, estive sempre com medo de molhar o carregador com a ameaça de começar a chover a qualquer momento.
Em Coimbra estive à volta de 2:30 horas para carregar. Aproveitei para comer e passear pelo shopping. Depois da carga completa, partimos em direcção a Mangualde. Desta vez tive de recorrer ao IP3, por ser o caminho mais directo, mas devo dizer que é uma chatice viajar a 50 km/h numa via daquelas. Há pouco para ver, não se pode parar em lado nenhum e o tráfico é intenso.
Estava com medo desta última parte da viagem porque não sabia se a conseguia fazer toda de uma vez sem carregar. Não havia nenhum ponto de carga certo pelo meio, e em ultimo caso tinha de me valer de um restaurante ou café e pedir uma tomada por algum tempo. Aos 80 kms de percurso vi que a mota se estava a portar bem e continuei sem parar. A noite foi caindo e lá chegámos ao local da concentração por volta das 22:30. Feitas as inscrições, montámos a tenda com a ajuda dos faróis da mota e fomos conhecer a famosa Concentração do Motoclube de Mangualde. O ambiente era calmo e descontraído, nada tem a ver com o que costuma acontecer neste tipo de concentrações. Já não fomos a tempo de jantar, mas tínhamos comprado bolachas e barras de cereais em Coimbra por isso não houve problema. Encontrei pela primeira vez outro utilizador de VE que já conhecia do Forum Nova Energia, estivemos na conversa algum tempo, mas como o cansaço da viagem era muito rumámos à tenda para dormir.
O fim de semana passou depressa, não assisti à famosa corrida do pilau de Sábado à noite por ser muito tarde e no Domingo tínhamos de acordar cedo e prepararmo-nos para o regresso. Decidi não voltar pelo mesmo caminho de regresso, porque de certeza que saindo depois de almoço, chegaria já de madrugada a casa. Assim, juntei-me ao casal amigo que tem uma mota igual à minha e segui com eles pela A25 em direcção à Serra do Caramulo. Lembram-se do terrível acidente em cadeia que aconteceu no dia 23 de Agosto? Pois passei lá na zona horas antes... Que sorte a minha.
Quase à chegada ao destino, descobri que a serra tem subidas que a minha mota não sobe, pelo menos carregada como estava. A meio de uma subida muito inclinada, a mota começou a perder velocidade e não subiu mais. Tive de pedir à minha mulher para sair e lá consegui acabar de subir. Foi um caso engraçado mas a minha mulher não achou muita graça ao facto de ter de subir a pé, o resto do caminho.
Voltámos a montar as tendas, desta vez no quintal dos nossos amigos, recarreguei a mota novamente e toca a ir jantar. Durante a noite fui acordado pelo barulho de pingos a cair na tenda. Seria possível estar a chover? Sim, é verdade, o tempo tinha mudado radicalmente e estava a chuviscar, não era nada que molhasse muito, mas era o suficiente para estragar a viagem de regresso.
Felizmente estávamos bem equipados com casacos impermeáveis. Saímos da serra em direcção a Coimbra para carregar novamente no shopping. Felizmente deixou de chover e fizemos bem a viagem. Depois da carga em Coimbra, seguimos em direcção a Pombal para carregar na oficina da SW. Pouco depois de saírmos, começou a cair uma chuva miudinha e lá nos molhámos um pouco. Recarga em Pombal de 3 horas e lá fomos para a última etapa. O tão desejado regresso a casa! Chegámos já era noite, bastante cansados e com saudades de casa, onde nos esperavam os nossos péstinhas, Rodrigo e Pedro, cheios de saudades dos papás.
Foi uma grande aventura, se tivesse ido na Hornet, era uma viagem de 2 horas para cada lado, mas não era a mesma coisa.
Em 2011 acho que voltaremos, espero que nessa altura já haja mais pontos de carga espalhados pelo país.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A mota está de Férias, e eu também!

Pela primeira vez abri a tampa que existe por debaixo do banco da Predator. Dá acesso ao disjuntor geral e ao BMS (battery management system), desliguei o disjuntor coloquei-a na garagem bem fechada e vi-me embora. Lá ficou ela a descansar com quase 1200 kms, tinha vontade de a trazer mas não tenho reboque e não ia obrigar a minha mulher a fazer a viagem sozinha. Na próxima vez que pegar nela será tempo de me preparar para a viagem a Mangualde. Até lá vou gozando o sol e praia.
Boas Férias...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Este ano vou a Mangualde!

Inspirado pela aventura do pessoal que foi de mota eléctrica à Concentração de Faro, decidi que também tinha de fazer algo do género. Na altura tinha a Predator há duas semanas e ainda era muito cedo para grandes viagens. Agora que estou prestes a fazer os primeiros 1000 kms, acho que já posso aventurar-me em viagens maiores. Para quem não conhece ou nunca ouviu falar, o Motoclube de Mangualde faz uma concentração muito peculiar. Limita as inscrições a 350 participantes, para manter o clima familiar e evitar as enchentes que têm tornado algumas concentrações em verdadeiras máquinas de fazer dinheiro com programas sem interesse.
Também é em Mangualde que se faz um programa de Rádio dedicado aos motociclistas, (oiçam às quartas-feiras a partir das 21 horas em www.radiomangualde.com) onde por várias vezes se falou em motas eléctricas e do Forum onde participo em www.novaenergia.net. Assim incentivei o pessoal do Forum a ir até Mangualde participar na concentração e dar a conhecer as motas eléctricas aos motociclistas tradicionais.
Já há pelo menos 5 motas com respectivos ocupantes decididos a fazer a viagem, provavelmente outros se juntarão até dia 20 de Agosto, dia em que começa a Concentração, devemos ter um grupo jeitoso para representar os VE em Mangualde.
O principal problema nestas viagens longas é encontrar pontos de carga pelo caminho, os do Governo tardam em aparecer, e só o trabalho da Associação Nova Energia, tem contribuído para algumas empresas e particulares, cederem pontos de carga e já existirem algumas dezenas espalhados de Norte a Sul do Continente. Infelizmente o Interior do País ainda apresenta muitas lacunas a este nível. Como tenho uma autonomia de mais ou menos 100 kms, vou tentar só parar 2 vezes para carregar. Vou por Coimbra embora não seja o caminho mais directo, tenho carga assegurada no Forum Coimbra, onde poderei também almoçar e passear um pouco enquanto a mota carrega as baterias. Esta é a pior parte, como tenho um carregador de 10 A, se gastar muita carga a chegar a Coimbra, devo ter de esperar à volta de 5 horas para carregar por completo. Depois vou tentar chegar a Mangualde sem paragens, controlando bem o acelerador, deve dar para o fazer, se não terei de parar algures em Nelas para carregar um pouco antes de chegar ao local da Concentração, onde há carga garantida pelo Motoclube local.
Vai ser uma grande aventura e espero que corra bem. No Domingo passado fiz um teste à máquina, e juntamente com a minha esposa, fizemos uma viagem de 80 kms, sem cargas pelo meio. Correu tudo bem e senti que a mota ainda poderia fazer mais kms sem problemas, pois tinha ainda muita força a acelerar. Ainda quero tentar fazer 100 kms de seguida, só para ver como a mota se porta antes de partir para a aventura de Mangualde.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

600 kms depois

Já passei a marca dos 600 kms. Continuo na rotina diária das deslocações casa-trabalho-casa. Ainda não me aventurei a percursos maiores, porque tem faltado coragem para o fazer e também porque tem estado um calor terrível, que faz com que o desejo de sair de casa se desvaneça. É verdade que é no Verão que mais prazer se tem a passear de mota, mas as temperaturas da última semana têm sido exageradas, sente-se o ar quente a soprar-nos no corpo nem apetece usar capacete. Tenho ido contra o meu princípio de segurança acima de tudo e tenho deixado o casaco em casa. Na verdade com esta mota raramente passo dos 80 km/h e sinto que não é tão perigosa como a Hornet. Embora saiba que nem sempre é a velocidade que causa mais danos nos acidentes dos motociclistas, sinto uma certa segurança ao circular com ela.
Entretanto já tive um problema técnico, que graças ao meu sogro foi resolvido a tempo. Foi ele que me alertou para a falta de um parafuso no guarda-lamas de trás. Quando fui verificar melhor, já faltavam também mais dois do lado oposto, andava a circular todo contente com o guarda-lamas preso por um parafuso. Mais tarde ou mais cedo ainda acabava por perdê-lo. Já está resolvido mas no futuro terei de ter mais atenção com os apertos nesta mota. Os chineses não são de confiar, temos mesmo de verificar tudo.

sábado, 17 de julho de 2010

Uma semana inteira de VE

Desde que recebi a Predator não lhe dei descanso. Já passou os 300 kms. e não voltei a pegar em nenhum dos meus outros veículos "fumarentos". Além de ter contribuído para a redução das emissões de CO2, tenho poupado bastante dinheiro em combustíveis. Se tivesse feito as mesmas deslocações com a outra mota, já teria visitado as bombas de combustível e gasto perto de 20€ para encher o depósito. Com a Predator os gastos ficam-se pelos carregamentos que faço em casa e que rondam os 9 cêntimos por dia. Como carrego no trabalho e não pago esse consumo fica muito mais barato.
Depois disto acho que a Honda vai continuar parada e o carro só sai para deslocações em família. Façam bem as contas e vejam que comprar um veículo eléctrico compensa em todos os aspectos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fotos da "Máquina"

Como podem aparecer por aqui leitores que não conhecem as SW Predator, aqui vão umas fotos da mota para verem como tenho razão quando digo que é linda.

Painel de Instrumentos

Bagageira integrada na traseira





sexta-feira, 9 de julho de 2010

Primeira Viagem

Como não podia deixar de ser, vim logo para o trabalho na Predator, no dia seguinte à entrega. Não podia perder a oportunidade de a experimentar a sério. Embora no início não convenha abusar do punho direito, o prazer de condução de uma mota eléctrica é imenso. Estava receoso da mudança porque tinha, e ainda tenho uma Honda CB600F Hornet, que em termos de prestações deixa as motas eléctricas actuais um canto, mas não é difícil acostumar-mo-nos à mudança. Nunca fui um acelera radical, não sou desses que compram RRs com montes de potência e fazem da estrada uma pista, mas gosto de andar depressa. Com as motas eléctricas tudo muda. A predator não é lenta, sobe progressivamente de velocidade chega aos 80Km/h num instante, mas não tem aquela aceleração explosiva que um motor de 90 Cv tem. Por outro lado não há praticamente barulho nenhum, a não ser o do vento, não há fumos nem cheiros, as emissões de CO2 são zero e claro os gastos com manutenção são muito baixos.
Faço 40 kms diários a ir e vir para o trabalho e gasto em electricidade menos de 0,20 €, como carrego também na empresa, não pago todos os carregamentos. Se conseguirem gastar menos dinheiro nas vossas deslocações diárias, é porque trabalham em casa ou vão de bicicleta, o que também é uma alternativa muito económica ao uso de automóvel.
Resumindo e concluindo estou muito contente com a compra e não a trocava por nada.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

08-07-2010 - Chegou finalmente a minha Predator

Depois de 3 meses de espera lá chegou finalmente a minha mota eléctrica! A SW Energy tem tido muito sucesso com este modelo e não tem mãos a medir com as encomendas. Como escolhi a versão com baterias de 60Ah, tive de esperar mais um pouco, porque as baterias tiveram de ser encomendadas de propósito.
Primeiras impressões: realmente este modelo é lindo! É pena a qualidade dos materiais chineses não acompanhar a estética, que ao que sei foi inspirada (leia-se copiada) de um modelo que a Honda tinha no Japão. Os plásticos são de qualidade mediana, os encaixes não são perfeitos, mas o que mais interessa é o que está escondido, as baterias e o controlador e esses sim são de muito boa qualidade.
Devo dizer que foi neste dia que vi pela primeira vez a mota e a experimentei. Quando fui a Leiria fazer o test-drive, ela estava toda desmontada e sem baterias para que os técnicos da SW trabalhassem nos melhoramentos para garantir a fiabilidade do produto final. Tudo é reforçado e revisto. Há que arranjar suportes para as baterias e controlador. Trocam parafusos e porcas por material de melhor qualidade, enfim é uma trabalheira. Mas no final vale bem a pena.
Como só a entregaram perto das 20 horas, já não saí com ela nesse dia, estava previsto ir jantar com os meus sogros, mas achei por bem não forçar logo a mota a uma viagem inaugural tão longa. Estivemos a discutir algumas questões relacionadas com a mota e cuidados de utilização, tudo bem regado com umas "minis", até bem depois das 22 horas. O pessoal da SW é fantástico, trata os clientes como amigos, é assim que se evolui e se cria uma empresa com futuro.

Ao Orlando, Humberto, Vasco, e demais colaboradores, obrigado pelo vosso trabalho, continuem sempre assim!

Finalmente tenho de agradecer à Mulher da minha vida, que me aturou enquanto estive à espera da mota e sempre me apoia em tudo. Obrigado Amor!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Brevemente...

Ainda estou à espera que a SW entregue a minha Predator. Vão ser mais ou menos 2 meses de muita ansiedade, mas espero contar-vos tudo acerca desta minha aventura no Mundo dos veículos eléctricos.